Pediatra Fernando Cunha Lima (Foto: reprodução/.TV Câmara)

A Justiça da Paraíba aumentou a pena do pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável, após negar um recurso apresentado pela defesa. Com a nova decisão, tomada nesta terça-feira (2), a condenação passou de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 17 dias de prisão.

A decisão foi unânime na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba. O relator do processo, desembargador Ricardo Vital, votou pela rejeição do recurso, sendo acompanhado pelos desembargadores Joás Filho e João Benedito.

A defesa do médico pedia a absolvição total, alegando a existência de nulidades processuais ao longo da ação penal. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pelos magistrados.

O advogado do médico afirmou que vai entrar com um novo recurso contra a decisão da Câmara Criminal.

O recurso analisado nesta terça-feira (2) se refere ao primeiro processo em que Fernando Cunha Lima foi condenado por estupro de vulnerável. A sentença de primeira instância foi proferida em julho de 2025 e envolvia acusações relacionadas a quatro crianças.

Na decisão inicial, a Justiça absolveu o médico de duas acusações e o condenou por outras duas, fixando a pena em 22 anos, 5 meses e 2 dias de prisão.

Ao reavaliar o caso em segunda instância, a Câmara Criminal manteve essas duas condenações. Além disso, os desembargadores entenderam que havia provas suficientes para condenar o médico por mais um crime, envolvendo outra criança, o que não havia ocorrido na primeira decisão.

Com o reconhecimento dessa nova condenação, foi aplicada uma pena adicional de 9 anos, 7 meses e 15 dias. Somadas as penas, a condenação total passou a ser de 32 anos e 7 dias de prisão.

Além dessa condenação, Fernando Cunha Lima foi condenado em outro processo pelo mesmo crime, em março de 2026. A pena nesse caso foi de 20 anos de prisão.

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