Jorge Elô é marido dulher que morreu após perder filho e útero em maternidade de Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

O marido da mulher que morreu grávida e perdeu o útero, no Instituto de Saúde Ellpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande, Jorge Elô, falou que o indiciamento de seis profissionais de saúde pela Polícia Civil, que divulgou a conclusão do inquérito nesta terça-feira (10), foi um “primeiro passo” cobrando que a Justiça seja feita no caso.

A morte aconteceu em março de 2025 e, segundo o inquérito, os investigados podem ter contribuído para o desfecho por meio de falhas no atendimento prestado à paciente. A investigação foi concluída mais de um ano após o caso da morte do bebê ter sido denunciada. Pouco depois da denúncia, a mãe do bebê, Maria Danielle Cristina Morais, que também teve o útero retirado no parto, morreu.

“Depois de quase 500 dias, é um alívio, mas com a clareza que é apenas um primeiro passo. Eu confio no trabalho da polícia civil e tenho certeza que o inquérito foi feito com muita responsabilidade. Também sei que a luta ainda vai ser grande, mas estaremos firme até o final”, disse Jorge Elô.

Jorge Elô se disse muito abalado emocionalmente. A defesa dele comentou para a TV Paraíba que espera a partir de agora uma decisão semelhante do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e, posteriormente da Justiça.

“O que a gente espera ao final desse inquérito é que o Ministério Público realmente acompanhe o indenciamento da Polícia Civil e denuncie esses profissionais de saúde por essas atitudes. O que esse inquérito policial lhe desnuda é o que o movimento de mulheres vem denunciando há décadas, que a violência obstétrica existe”, ressaltou a advogada Paula Oliveira.

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