Fotos de Rebeca Cristina estão estampadas em vários locais da casa dos avós, em João Pessoa — Foto: Dani Fechine/G1

A morte da adolescente Rebeca Cristina completou 15 anos neste sábado (11). A estudante foi encontrada morta em uma área de mata em Jacarapé, em João Pessoa, no dia 11 de julho de 2011. Apesar da condenação do ex-padrasto da vítima, o cabo da Polícia Militar Edvaldo Soares da Silva, há uma prova genética que nunca foi atribuída a ninguém. A investigação sustenta que ele não agiu sozinho.

Para as pessoas próximas a Rebeca, essa lacuna traz a sensação de que a justiça não foi completamente feita. É o caso de Mykaelle Arruda, melhor amiga da adolescente.

“O que adianta ele ser preso, mas o restante não ser? Não foi feita a justiça completa”, afirmou Mykaelle à TV Cabo Branco.

O g1 revisitou o relatório do inquérito da Polícia Civil sobre o caso e conversou com o delegado Glauber Fontes, que presidiu as investigações.

As investigações

A Polícia Civil levou mais de cinco anos para indiciar o principal suspeito. Antes da conclusão do inquérito, a polícia esgotou pelo menos 10 linhas de investigação, segundo o delegado Glauber Fontes, que esteve à frente do caso.

As investigações contaram com o apoio da criminóloga Ilana Casoy, conhecida por atuar em casos de grande repercussão, como os assassinatos do casal Richthofen e da menina Isabella Nardoni.

Apesar da amplitude das investigações e do posterior indiciamento do principal suspeito, pelo menos um segundo envolvido, que chegou a ser considerado pela polícia, nunca foi identificado.

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