A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer a morte de Renata Venceslau Vasco da Silva, de 22 anos, encontrada morta na tarde desse sábado (18), em uma área de mata na entrada de Cajazeiras, na Zona Leste do município.
Em entrevista ao repórter Ângelo Lima, o delegado plantonista da Delegacia Distrital de Cajazeiras, Thaiuan Araújo, informou que as circunstâncias em que o corpo foi encontrado indicam extrema violência.
Segundo o delegado, a vítima apresentava sinais que podem apontar para uma possível sessão de tortura antes da morte.
“Havia sinais de requintes de crueldade, possivelmente, em uma situação de tortura. Ela se encontrava com algumas lesões. Se encontrava também amarrada por uma corda no pescoço juntamente com os pés”, afirmou.
O corpo foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras, onde será submetido a exames periciais que deverão apontar a causa da morte e auxiliar na identificação da dinâmica do crime.
Durante a entrevista, Thaiuan Araújo revelou ainda que familiares informaram à Polícia Civil que Renata vinha sendo ameaçada antes de ser assassinada. No entanto, até o momento, não há identificação dos possíveis autores dessas ameaças, informação que passa a integrar a linha de investigação.
DISK 197
O delegado destacou que a Polícia Civil trabalha para identificar os responsáveis pelo homicídio e reforçou o pedido de colaboração da população por meio de denúncias anônimas.
“É de suma importância esta participação. Até porque a gente conta com o apoio de toda a população. Não precisa se identificar. A gente conta muito com o apoio da população para conseguirmos chegar à autoria, aos executores e aos possíveis mandantes desse crime”, destacou.
As informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 197.
Histórico – Renata era investigada por suposto envolvimento no homicídio do servente de pedreiro Germiniano de Sousa Neto, de 47 anos, encontrado morto no sábado (11), em um terreno por trás da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Cajazeiras.
O companheiro dela, José Carlos, conhecido como Carlinhos, foi preso temporariamente, confessou participação no crime e, em depoimento à Polícia Civil, afirmou que Renata teve participaçã na execução.
Luiz Adriano – Diário do Sertão
