
“Fiquei em estado de choque”. É dessa forma que Jordana Machado, ainda descreve o momento em que, aos 17 anos, recebeu pelo celular prints e fotos relacionados ao assassinato de uma família paraibana inteira na Espanha. Era 2016, e o crime ficou conhecido como Chacina de Pioz. O material, que revelou conversas entre o autor do crime e um amigo, recebido por uma adolescente, acabaria nas mãos das autoridades.
As vítimas foram Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos do casal, um menino de 1 ano e uma menina de 4 anos de idade, assassinados dentro de casa, na cidade de Pioz, Espanha, por um parente a quem a família havia dado abrigo. Eles deixaram o Brasil em busca de melhores oportunidades no país europeu.
O responsável pelas mortes foi François Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho de Marcos, condenado à prisão perpétua pela Justiça da Espanha. Na Justiça brasileira, o caso segue em aberto contra um amigo do assassino: Marvin Henriques Correia trocou mensagens com ele durante a chacina e, por isso, é acusado de coparticipação no crime.
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