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Morre em João Pessoa o promotor patoense José Alves Campos

Campos é o do meio, entre Chico Anjinho e Luiz Gonzaga Lima de Morais
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Faleceu nesta segunda-feira, 30/10/2017, na capital do Estado, aos 77 anos, o patoense José Alves Campos. Zé de Maroca foi como o conheci na infância, quando fomos juntos estudar no Seminário de Cajazeiras. Maroca era sua mãe, daí o apelido de menino. Muito inteligente demorou poucos  anos no seminário, mas com base no que ali aprendeu passou brilhantemente em concurso do Banco do Brasil, que à época era a carreira dos que não podiam cursar faculdade.

Fez carreira no Banco onde chegou a ser gerente e chefe do CESEC de João Pessoa. Trabalhou muitos anos na agência de Patos, onde dirigiu por anos a CREAI ou para o público comum a Carteira Agrícola. Ali fez muitas amizades pois atendia bem a todos. Com a criação em Patos do curso de Economia, Zé Campos, resolveu fazer a faculdade que não pudera fazer na juventude, mas ali foi um dos mais brilhantes alunos. Mais adiante, já residindo em João Pessoa para onde se transferira no Banco, resolveu fazer Direito que cursou na Universidade Federal da Paraíba. Aposentado do Banco, não se acomodou e se submeteu a um concurso de Promotor Público. Aprovado fez uma brilhante carreira tendo a oportunidade de trabalhar na sua Patos Natal.

Problemas de saúde por que passara na época o levaram a uma nova aposentadoria. Mas se manteve em atividade, visitando sempre que podia e a saúde lhe permitia sua fazenda no município de São Mamede de que nunca quis se desfazer apesar dos apelos dos filhos neste sentido. Vivia ligado em tudo que acontecia no país, discutindo com os amigos sobre política e economia, de que sempre gostara.

Lia muito, escrevia artigos sobre os mais diversos assuntos e também fazia versos. Mesmo os problemas de saúde que se agravaram nos últimos tempos não lhe impediam a atividade intelectual. Mesmo depois de aposentado continuou a advogar as causas dos amigos. Patrocinou uma ação minha em que intentei uma renúncia à aposentadoria do INSS para contar o tempo de serviço e me aposentar pelo Ministério do Trabalho. Ganhamos na primeira instância, mas perdemos o recurso no TRF. Queria recorrer ao STJ, mas resolvi desistir. Na hora do acerto, recusou qualquer pagamento, em nome da velha amizade. Vez por outra ainda nos víamos ou nos comunicávamos por telefone, com menos intensidade ultimamente já que minhas atividades me mantinho mais tempo fora de João Pessoa..

Recebemos numa mensagem do amigo comum, Edalmo Leite, a notícia da sua morte. Daqui queremos transmitir a dona Cieta, companheira de toda a vida, e aos filhos que lhe honram o nome (Glauco, Gláucia, Glauciane e Gleiser) as nossas condolências, extensivas a todos os demais familiares.

 

Luiz Gonzaga – Revista da Semana

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