Início Policial Seringas com sangue são apreendidas perto do Parque do Povo

Seringas com sangue são apreendidas perto do Parque do Povo

Polícia diz que não é necessário pânico e que população deve ficar tranquila (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

A Polícia Militar encontrou quatro seringas nas proximidades do Parque do Povo, nesse domingo (17), em Campina Grande. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Henry Fábio, os objetos que foram apreendidos estavam sem agulha e com sangue que não se sabe se é humano ou animal, mas que está sem contaminação e segue sob análise aprofundada.

Um suspeito chegou a ser ouvido pela polícia, mas foi liberado em seguida. Desde o bloco da Namoradrilha, o hospital de Trauma de Campina Grande tem atendido pessoas que alegam ter passado por agressões físicas durante o São João, com agulhas ou objetos de perfuração semelhantes. Segundo a assessoria do hospital, até a tarde desta segunda (18) 38 pessoas já foram atendidas relatando esses incidentes.

O diretor de Vigilância em Saúde, Miguel Dantas, falou em entrevista sobre o trabalho em conjunto entre a Secretaria Municipal de Saúde e Polícia Civil para se chegar a um resultado sobre as substancias que estão nos objetos. O que se sabe até agora é que os mesmos não estão contaminados; ainda segundo ele não é possível dizer em quanto tempo a análise estará completa.

“Estamos compartilhando pra que cheguemos a um denominador comum, para que a gente acalme a população em relação a isso porque são casos isolados que vão desde aspetos a brincos de amarração maior, unhas, uma série de outras coisas que descaracterizam completamente o modus operandi do processo, porque se fosse uma agulha que aplica penicilina ou que retira sangue, ela lacera o tecido, então as lesões não têm essa característica”.

O delegado Henry Fábio pretende esclarecer como andam as investigações numa nova coletiva de imprensa que está marcada para a tarde desta segunda-feira (18). Enquanto isso o diretor Miguel Dantas afirma que não há motivos para pânico.

“A gente só não pode permitir que a população seja penalizada pelo desespero, há instabilidade emocional que se cria muitas vezes quando uma rede social divulga um determinado caso isolado que tem um quadro característico diferente do que está sendo divulgado, de repente cria-se uma instabilidade emocional que a gente vai ter um trabalho enorme pra desfazer”, esclareceu ele.

Portal Correio

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