Pai de menina que caiu do 9º andar de um prédio em BH recebe familiares no hospital — Foto: Reprodução/TV Globo
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A menina de 10 anos que caiu do 9º andar de um prédio em Belo Horizonte segue internada nesta segunda-feira (14) no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. A TV Globo apurou que ela está bem, consciente e conversando após duas cirurgias, sendo que a segunda durou 12 horas. A queda foi na madrugada deste domingo (13).

De acordo com o boletim de ocorrência, Clara Pereira passava o feriado com um casal de primos que mora no prédio, no bairro Heliópolis, Região Norte de Belo Horizonte.

A menina foi dormir em um quarto, e o casal, em outro. Quando já estavam deitados, os primos ouviram um barulho alto. Eles buscaram a menina dentro de casa e a viram caída embaixo da janela da sala de estar.

Um vizinho que mora no 1º andar do prédio disse que também ouviu o barulho e encontrou o telhado da área privativa quebrado e a menina caída na parte externa do apartamento.

A polícia ainda não divulgou como aconteceu a queda. Os pais da menina disseram, ainda no domingo, na frente do hospital, que suspeitam de um episódio de sonambulismo, já que a criança havia apresentado outras crises do distúrbio.

‘Agora está dormindo’

O pai da Clara, Wallace Paes, conversou rapidamente com a TV Globo por telefone. Ele disse que a menina está bem.

“Ela está bem, dormiu bem, reagiu bem. Está estável”, disse o pai, abalado pela queda da filha. Ele contou que conversou com Clara às 8h desta segunda-feira (14) e que, por volta das 11h, ela estava dormindo porque tinha tomado uma medicação mais forte para dor.

Cirurgias

No domingo, Clara foi submetida a duas cirurgias. Uma delas em uma das pernas, e a segunda para reconstrução de um dos braços e também do queixo. Esta última durou 12 horas e envolveu equipes da pediatria, ortopedia e trauma, além de mobilizar o banco de sangue da Fundação Hemominas.

Logo após o segundo procedimento, ela foi internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde estava até a publicação desta reportagem. O pai passou por atendimento psicológico no hospital.

A extensão dos danos também não foi divulgada, embora o pai tenha dito à TV Globo, na porta do hospital no domingo, que a menina não sofreu lesão na coluna.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que administra o hospital que é referência no atendimento de politraumatismos, não informa estado de saúde de pacientes.

A Polícia Civil informou que já realizou os trabalhos iniciais de investigação, que a perícia esteve no local e o laudo deve ficar pronto em 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30.

G1 MG

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