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Doutora em Ciências Florestais diz que excesso de nim causa desequilíbrio ecológico

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Doutora Carminha Learth diz que o mais importante é valorizar as árvores nativas

A professora da Universidade Federal de Campina Grande Carminha Learth, engenheira florestal com mestrado e doutorado em Ciências Florestais, e que desenvolve um trabalho sobre a caatinga, disse que a árvore nim, espécie exótica de origem indiana que tomou conta de Patos e região, está sendo considerado uma  invasora das mais agressivas. “O nim está trazendo problemas para os pássaros, as abelhas, que são nossos grandes polinizadores, e por isso em alguns lugares já estão substituindo o nim, justamente por esses problemas”, disse ela.

A engenheira florestal disse que o estrago maior é quando a espécie é levada para o campo. “Quando chega ao campo o nim provoca estragos enormes para a caatinga”, explicou.

Outros engenheiros e especialista compartilham da mesma opinião. Saiba mais clicando aqui.  Os engenheiros florestais dizem que o mais apropriado é se plantar as culturas nativas.

Outra situação que se coloca é o modismo de cada época. Houve um tempo em que só se plantava algarobas em Patos e região, depois tivemos outros modismo e agora estamos vivenciando o modismo do nim, que praticamente tomou conta da cidade. O motivo para isso é a rapidez com que a árvore cresce.

Bairro São Sebastião, em Patos

O problema de se plantar praticamente só uma espécie de árvore na cidade inteira fragiliza a arborização nos aspectos não só estético e de problemas que possam advir em relação ao desequilíbrio ecológico, mas também fragiliza a resistência da arborização em relação aos fungos, pois, segundo os especialistas, é a diversidade que proporciona o fortalecimento e a melhor defesa em relação aos agentes nocivos.

O nim é presente em toda Patos. Em alguns bairros é difícil até de encontrar outra cultura arbórea que não seja o nim e, embora a Secretaria de Meio Ambiente venha, desde o governo de Francisca Motta, evitando o plantio do nim e incentivando a plantação das espécies nativas, a árvore indiana continua sendo plantada em larga escala na cidade. “Temos que pensar nas espécies nativas e incentivar o seu plantio na cidade, e pensar num planejamento, numa organização, só assim teríamos uma arborização mais adequada”, finalizou a professora Carminha.

Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com

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