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Paraíba conta com 11 hospitais para tratamento da varíola dos macacos e secretária de Saúde alerta: “atendimento inicia na rede primária”

A secretária lembrou ainda que o estado começa a enfrentar o período de varicela, doença que se assemelha à varíola dos macacos e que será necessário orientar os profissionais de saúde da assistência básica para viabilizar condução do paciente em suspeita (Foto: divulgação)

O Centro de Operações de Emergência (COE) para o monitoramento e acompanhamento da varíola dos macacos na Paraíba (monkeypox) foi ativado na manhã desta quarta-feira (17), na Paraíba. Como apurou o ClickPB, a secretária Estadual de Saúde, Renata Nóbrega, destacou que a iniciativa avalia a situação de emergência em saúde pública, que pode registrar aumento de contaminações nos próximos meses. Atualmente, um caso confirmado e outros 37 em avaliação foram contabilizados.

“Isso é um grupo de profissionais que tem expertise na área de infectologia para monitorar o cenário de emergência em saúde pública, já que essa situação, está desde julho, na prioridade das ações internacionais de acompanhamento. Por isso a magnitude desse grupo de monitoramento”, avaliou.

Segundo ela, além do plano de contingência estadual que será compartilhado com os municípios, as reuniões serão realizadas semanalmente para intensificar o monitoramento que, desde julho, se tornou prioridade internacional com o aumento dos casos, bem como “foram elencados 11 hospitais que servirão de referência para os casos de internações. Não podemos deixar de lembrar que o paciente inicia o atendimento dele na rede primária”, destacou.

A secretária lembrou ainda que o estado começa a enfrentar o período de varicela, doença que se assemelha à varíola dos macacos e que será necessário orientar os profissionais de saúde da assistência básica para viabilizar condução do paciente em suspeita e o tratamento. “É uma doença infecciosa. A transmissibilidade é diferente da covid-19, é reduzida, mas deve-se ter o cuidado redobrado, já que a transmissão é por via de fluidos”, explicou.

Sobre os cuidados para evitar a proliferação da doença, a secretária reforçou que a transmissibilidade forte ocorre por meio de contato de fluidos, “por isso o cuidado em usar máscaras e cobrir as lesões em caso de andar no ambiente doméstico, além do isolamento” são necessários.

Na reunião estiveram presentes representantes do Conselho de Secretarias Municipais da Paraíba (Cosems-PB), Conselho Estadual de Saúde (CES), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), Lacen – PB, Agevisa e Complexo Hospitalar Clementino Fraga.

Vacina

Já em relação a uma vacina, Renata Nóbrega destacou que os estudos estão sendo conduzidos, mas não há data certa, por isso, a orientação é a prevenção. Atualmente, as amostras de casos suspeitos são enviadas para um laboratório da Fio Cruz, no Rio de Janeiro, que leva de 10 a 15 dias para emitir o resultado.

ClickPB

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