Renan Mesquita, de 34 anos, luta contra obesidade mórbida em Sousa (Foto: Diário do Sertão)
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A pandemia de Covid-19 não só deixou um rastro de mortes, como também sequelas mentais e fisiológicas que ainda hoje impactam a vida das pessoas. Renan Mesquita de Oliveira, de 34 anos, é uma vítima desse período sombrio pelo qual passou a humanidade entre os anos de 2020 e 2022. Sem saber como lidar com a saúde mental durante a quarentena, ele acabou desenvolvendo obesidade mórbida e hoje luta pela vida com a ajuda da esposa e da solidariedade das pessoas.

Renan mora na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, em uma casa simples, alugada, juntamente com a esposa, que trabalha como doméstica, única fonte de renda fixa do casal.

Mesmo em casa, ele caminha poucas vezes durante o dia, pois a dificuldade de locomoção e respiração é grande. Também foi orientado pelo médico a evitar maiores esforços físicos para não correr risco de sofrer infarto. É nesse cotidiano marcado por dores, medo e incertezas que Renan aguarda a possibilidade de fazer um tratamento de perda de peso e depois uma cirurgia bariátrica.

Ele relata ao repórter José Dias Neto, da TV Diário do Sertão, ter desenvolvido ansiedade e depressão durante a pandemia, o que ocasionou descontrole na alimentação porque Renan reagia às emoções comendo compulsivamente. Em menos de dois anos, ele saiu de 90kg para 240 kg.

“Eu sinto que estou caminhando pra morte desse jeito. Isso não é meu corpo, eu não era assim. Na medida em que fui ficando assim, fui perdendo o controle”, ele conta.

Tanto peso, obviamente, dificulta as condições de locomoção, de respiração, de alimentação e ainda provoca feridas no corpo. Na última consulta feita no Hospital Regional de Sousa, o médico sugeriu internação imediata para iniciar tratamento de perda de peso antes de realizar a cirurgia.

A obesidade mórbida também trouxe consequências sociais para o casal porque Renan teve que parar de trabalhar, afinal ele não pode mais executar atividade braçal. Desde então, se apega à solidariedade das pessoas para conseguir doações em dinheiro e alimentos para ajudar a esposa nas despesas do lar e do tratamento, quando este começar.

“É uma doença que eu não desejo pra ninguém, que vai tomando o espaço de você cada vez mais, vai tomando o controle e quando você menos percebe, já está pesado, já está quebrando uma cadeira, com falta de respiração, e a ajuda dificilmente aparece nessas horas”, ele ressalta.

“Meu sonho é ser normal, fazer as atividades que eu fazia a cinco anos atrás, andar de bicicleta, correr, malhar. E aqui eu estou privado, é como se eu fosse um passarinho preso numa gaiola, e a gaiola é meu próprio corpo.”


Como ajudar

Para ajudar nas despesas do lar e do tratamento quando ele for internado, Renan conta com a caridade das pessoas. Ele divulgou seu próprio número de telefone, que também é sua Chave Pix para receber doação de qualquer quantia: (83) 99374-1676. Quem quiser fazer doação presencial, o endereço é Rua Benedito Pereira de Lima, n. 17, por trás do Colégio Rômulo Pires, no bairro São José, em Sousa.


Amiga faz apelo

Nilza Fernandes, amiga de Renan, tem acompanhado a trajetória do rapaz há muitos anos. Comovida com a situação, ela o ajuda com a campanha de arrecadação e pede que as pessoas que quiserem transferir quantia em dinheiro, façam apenas para o Pix do próprio Renan.

“A história de Renan me comoveu e eu senti a necessidade de fazer alguma coisa por ele. Ele tem que pagar aluguel de casa, energia, água, tem que ter uma alimentação diferenciada e tudo isso está muito difícil pra ele, que não tem mais condições de trabalhar”, destaca.

Luis Fernando Mifô – Diário do Sertão

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