A cidade de Patos poderá ter, nos próximos dias, o fim do rodízio no abastecimento de água. A informação foi confirmada pelo gerente regional da Cagepa nas Espinharas, Jônatas Raulino, que explicou que o sistema já está sendo preparado para retomar o abastecimento normal no município.
Segundo ele, a companhia aguarda apenas a redução de sedimentos na água da Barragem da Farinha, provocados pelas chuvas recentes, para que o sistema seja religado por completo.
“Já estamos com o planejamento de reativar todos os equipamentos da Cagepa. Eles estão em plena operação, e aguardamos apenas a redução das partículas que a água carrega nesse período de chuva. Assim que houver essa sedimentação, vamos religar o sistema da Farinha e extinguir o cronograma de rodízio que existe hoje em Patos”, afirmou.
De acordo com o gerente, o abastecimento já apresenta melhora nas últimas semanas, inclusive com redução no tempo de paralisação do sistema em alguns dias.
“Hoje o abastecimento está controlado. Apesar de ainda pararmos duas vezes por semana, o fornecimento está bem equilibrado. Com as chuvas também há uma redução no consumo. Em algumas situações que seriam 24 horas de paralisação, estamos reduzindo para 12 horas”, explicou.
Ele também destacou que a recarga recente dos mananciais da região, especialmente da Barragem da Farinha, tende a melhorar o abastecimento não apenas em Patos, mas também em cidades da região, como Assunção e municípios do Vale do Sabugi.
Apesar do cenário de melhora, os dados mais recentes de monitoramento dos reservatórios acendem um alerta. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), a Barragem da Farinha registra atualmente cerca de 86,72% de sua capacidade total, mas desde o dia 5 de março a entrada de água no reservatório diminuiu, acompanhando também a redução das chuvas na região.
A situação pode ser observada também em outros mananciais que contribuem para o sistema hídrico regional. O Açude Jatobá, por exemplo, apresenta atualmente 29,96% de sua capacidade, volume menor do que o registrado no dia 5, quando estava com 30,15%. No período, o reservatório apresentou uma defluência de -33.794 metros cúbicos, indicando perda de água.
O eventual fim do rodízio, o consumo tende a aumentar, o que pode acelerar a redução dos volumes armazenados caso as chuvas não continuem com regularidade.
Outro fator que chama atenção é que reservatórios importantes que também ajudam no abastecimento da região, como Coremas e Mãe d’Água, ainda apresentam volumes abaixo de 33% de sua capacidade total.
Diante desse cenário, uma das alternativas debatidas seria a manutenção do rodízio, porém com redução no tempo de suspensão do abastecimento. Atualmente, embora o cronograma indique dois dias de interrupção, na prática alguns bairros chegam a enfrentar até três dias sem água.
Com a chegada do período chuvoso, a expectativa é de que novas recargas possam garantir maior segurança hídrica para Patos e cidades da região nos próximos meses.






