Mais de 70 câmeras de monitoramento usadas por facções na Grande João Pessoa são apreendidas — Foto: Antônio Vieira / TV Cabo Branco

De acordo com a polícia, as câmeras não eram usadas apenas para observar quem entrava e saía das comunidades, mas também para acompanhar a movimentação de moradores e das forças de segurança. Parte dos equipamentos operava com tecnologia de monitoramento remoto por Wi-Fi.

Ainda não há confirmação, segundo a polícia, sobre há quanto tempo o sistema funcionava nem se havia transmissão de imagens para outros estados.

O delegado Carlos Othon explicou que o próximo passo da investigação é instaurar inquéritos a partir do material apreendido e identificar as pessoas responsáveis pela instalação das câmeras.

“Não se trata de um trabalho que se encerra com a extração das câmeras. Isso vai servir como elemento de prova para inquéritos que vamos instaurar. Lembrando que esse crime pode chegar até oito anos de reclusão. O próximo passo é atribuir e identificar as pessoas que estão tentando fazer esse domínio e responsabilizá-las criminalmente”, afirmou.

Durante a operação, um operador das câmeras foi preso em flagrante, no município de Cabedelo.

O comandante-geral da Polícia Militar, Romildo, disse que o policiamento será mantido para evitar a reinstalação dos equipamentos.

“Vamos manter a segurança para que não voltem a ser instaladas novamente. A ação não vai se restringir à região metropolitana. Todos os batalhões de área da Paraíba estão envolvidos e o trabalho vai prosseguir nos próximos dias”, declarou.

No município do Conde, a operação também permitiu a reabertura de áreas onde havia dificuldade de circulação de viaturas por causa de ações do crime organizado. A Polícia Civil informou ainda que há um calendário de investigações em andamento até dezembro e que outras barricadas já foram retiradas em pontos do Litoral Sul.

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