A Polícia Civil da Paraíba, por meio de uma ação rápida do Grupo Tático Especial (GTE), sob o comando do delegado Lucas Timbó, desvendou o assassinato do servente de pedreiro Geminiano de Sousa Neto, de 47 anos, que aconteceu na tarde do último dia 11. O corpo da vítima foi localizado no dia seguinte, em um terreno baldio atrás da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com marcas de violência. Em entrevista ao repórter Ângelo Lima, o delegado Francisco Filho detalhou os desdobramentos da investigação que culminaram na prisão temporária do jovem José Carlos, conhecido como Carlinhos.
O delegado explicou que o crime vinha sendo inicialmente analisado com a linha de investigação de latrocínio (roubo seguido de morte), devido ao desaparecimento de pertences da vítima. A trama criminosa envolveu uma emboscada armada por Carlinhos e sua companheira, identificada como Renata.
“Inicialmente, a companheira do autor do delito combinou com a vítima para fazer um programa. Marcaram o encontro em um terreno baldio por trás da UPA. Levaram a vítima para o que se chama no jargão policial de ‘cheiro do queijo’ (uma armadilha)”, afirmou o delegado.
Uma mulher em situação de rua, identificada como Joana D’arc, também foi apontada pelas investigações como informante ou participante na dinâmica de atração da vítima para o local da emboscada.
A prisão de Carlinhos foi efetuada na residência do suspeito por um agente do GTE, após o recebimento de informações anônimas sobre o seu paradeiro. Já na delegacia, o acusado confessou a autoria do crime.
Em seu interrogatório, Carlinhos negou ter levado dinheiro ou os documentos de Geminiano. Ele alegou que, ao deixar a cena do crime, sua companheira ainda permaneceu no local . A Polícia Civil segue investigando o paradeiro dos documentos e valores para determinar se houve de fato a consumação do roubo.
Diante da gravidade do caso e da confissão obtida, a Polícia Civil informou que está representando junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva, garantindo que o acusado permaneça à disposição da Justiça enquanto o inquérito é concluído. O delegado ressaltou que as diretrizes da Delegacia Seccional, coordenada pelo Dr. Neto, são de manter a intensidade das investigações em toda a região polarizada por Cajazeiras.
Luis Fernando Mifô – Diário do Sertão
