O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-coronel Hugo, revelou novos detalhes sobre o homicídio da adolescente Daniela Lima de Araújo, de 17 anos, encontrada morta às margens da PB-384, entre os municípios de Carrapateira e Nazarezinho, no Sertão da Paraíba.
Segundo o comandante, o crime possivelmente ocorreu na noite da segunda-feira (31 de agosto), enquanto os indícios apontam que o corpo foi deixado às margens da rodovia durante a madrugada da terça-feira (1º de setembro).
A investigação chamou a atenção pela forma violenta como a vítima teria sido morta. De acordo com Hugo, Daniela foi submetida a violência antes de ser executada.
“O crime foi praticado com requintes de crueldade. A vítima, uma adolescente de 17 anos, foi amarrada, foi torturada e executada. Teve o cabelo cortado.”
O comandante destacou que a brutalidade do caso mobilizou a Polícia Militar, que passou a atuar no levantamento de informações para auxiliar a Polícia Civil na identificação do responsável pelo homicídio.
Investigações – As diligências levaram os policiais a um veículo que teria circulado pela região durante a madrugada. O automóvel foi localizado em São José de Piranhas e encaminhado para perícia.
Durante as investigações, a PM descobriu que o carro havia sido levado a um lava-jato por volta das 7h do dia 1º de setembro, poucas horas após o possível horário do crime. Imagens do estabelecimento registraram a chegada do veículo e a pessoa responsável por deixá-lo para uma higienização.
A partir dessas imagens, os policiais identificaram um adolescente de 17 anos, que passou a ser investigado como suspeito do homicídio.
Suspeito – Segundo o tenente-coronel Hugo, o adolescente chegou a admitir a familiares que havia cometido o crime. Posteriormente, ele solicitou apoio da Polícia Militar para ser levado à delegacia, alegando temer pela própria segurança.
Na oitiva realizada pela Polícia Civil, conforme o comandante, o adolescente assumiu a autoria do homicídio e afirmou que havia praticado o crime sozinho.
“Lá na oitiva ele assumiu toda a autoria do crime, dizendo que ele mesmo havia praticado este ato bárbaro. Não deu a justificativa do motivo, e os fatos em si estão sendo investigados pela Polícia Civil.”
Apesar da confissão, a investigação ainda não está encerrada. A Polícia Civil deverá apurar a motivação do crime e verificar se o adolescente realmente agiu sozinho ou se houve participação de outras pessoas.
O corpo de Daniela foi encontrado parcialmente envolvido em sacos plásticos pretos e apresentava, preliminarmente, perfurações na região da cabeça. Os exames realizados pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) deverão contribuir para esclarecer a causa da morte e outros detalhes da ocorrência.
Por se tratar de um adolescente, os procedimentos relacionados ao suspeito seguem as regras previstas na legislação específica para atos infracionais praticados por menores de idade.
Luiz Adriano – Diário do Sertão
