
A agricultora Maria de Fátima Rodrigues, 63 anos, moradora da cidade de Olho d’Água, viveu nesta quinta-feira (3) um dos momentos mais importantes de sua vida. Após cinco anos de acompanhamento e tratamento contra um câncer de colo do útero no Hospital do Bem, em Patos, ela recebeu a confirmação de que está curada da doença. A alta definitiva ocorreu justamente no dia em que a unidade oncológica celebrou oito anos de funcionamento, tornando a data ainda mais simbólica para a paciente e para toda a equipe que acompanhou sua trajetória.
A história de Maria de Fátima começou em fevereiro de 2021, quando ela, já na menopausa, apresentou uma menstruação atípica, acompanhada de uma hemorragia. Apesar do sangramento, ela não sentia dores ou outros sintomas que pudessem indicar a presença da doença. Preocupada com o sangramento, ela procurou atendimento na unidade básica de saúde de seu município. O médico solicitou exames e, diante dos resultados, a encaminhou para investigação mais detalhada e realização de uma biópsia. Com a confirmação do câncer, Maria de Fátima foi encaminhada ao Hospital do Bem, onde passou pela primeira avaliação com o cirurgião oncológico Wostenildo Crispim, responsável técnico pela unidade.

Durante a consulta, o médico solicitou uma ressonância magnética com contraste para avaliar a extensão da doença. O exame mostrou que o tumor estava localizado, permitindo a indicação do tratamento cirúrgico. Em julho de 2021, Maria de Fátima foi submetida a uma histerectomia radical no Hospital do Bem. Após a cirurgia, deu continuidade ao tratamento, realizando 28 sessões de quimioterapia, em Patos, e quatro sessões de radioterapia no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa.
Desde então, passou a ser acompanhada regularmente pela equipe do Hospital do Bem, com consultas, exames de imagem, marcadores tumorais e avaliações físicas e ginecológicas. “Eu só tenho que agradecer a Deus e a toda a equipe do Hospital do Bem por tudo que fizeram por mim. Foram cinco anos de acompanhamento, de cuidado e de atenção. E hoje eu consegui essa bênção que Deus mandou para mim. Estou muito feliz e agradecida por ter encontrado esse atendimento e por ter tido a oportunidade de fazer meu tratamento”, afirmou Maria de Fátima, agradecendo, em especial, ao cirurgião oncológico Wostenildo Crispim que foi o responsável pelo procedimento e pelas consultas ambulatoriais da paciente.
O médico que também e o responsável técnico do Hospital do Bem, acompanhou sua evolução, desde a primeira consulta até a alta definitiva nesta quinta-feira (3). Segundo ele, a histerectomia radical realizada em Maria de Fátima foi um procedimento delicado, considerando as características do câncer e tempo da descoberta. Após a cirurgia e a conclusão do tratamento complementar, ela passou a ser acompanhada inicialmente com consultas anuais, que posteriormente tiveram a periodicidade ajustada de acordo com a evolução clínica.

“Ela foi acompanhada inicialmente, após a cirurgia, com consultas mensais, depois semestrais e depois anuais, e após o segundo ano da cirurgia, a paciente vinha a cada seis meses. E nos anos posteriores, a gente avaliava anualmente. Nessas consultas eram realizados exames como ressonâncias, tomografias, marcadores tumorais, avaliações físicas e ginecológicas. E a última consulta dela foi justamente hoje, dia 3 de setembro, quando trouxe o resultado da citologia oncótica para verificarmos se havia alguma possibilidade de recidiva da doença”, explicou. O resultado confirmou a ausência de sinais da doença e permitiu que Maria de Fátima recebesse a alta definitiva. “Dona Maria teve a graça divina, a cura do câncer após os cinco anos de acompanhamento, como prevê a conduta nos casos de pacientes oncológicos. Fiquei muito feliz de acompanhar mais um caso de superação, sem manifestação de outras doenças. Eu dei alta a ela hoje porque ela já está curada do câncer de colo do útero”, comemorou Wostenildo.
Após receber a boa notícia, Maria de Fátima participou do tradicional ritual do toque do sino da cura, realizado no Hospital do Bem para marcar simbolicamente o encerramento do tratamento oncológico e cura da doença. O gesto representa a vitória do paciente sobre o câncer e simboliza um novo momento de sua vida, marcado pela esperança, pela superação e pela continuidade dos cuidados preventivos com a saúde. No caso de Maria de Fátima, o significado foi ainda maior. A confirmação da cura aconteceu exatamente no dia em que o Hospital do Bem completou oito anos de assistência oncológica no Sertão paraibano. A coincidência transformou a celebração da unidade em um momento especial também para a paciente, que encerrou seu ciclo de acompanhamento celebrando a própria história de superação no mesmo dia em que o hospital comemorava mais um ano de existência.

Para a equipe do Hospital do Bem, histórias como a de Maria de Fátima ajudam a traduzir o significado da assistência oncológica oferecida pela unidade: proporcionar diagnóstico, tratamento, acolhimento, acompanhamento e, quando possível, a tão esperada cura e alta médica definitiva. Para Maria de Fátima, o toque do sino representa o fim de uma caminhada de cinco anos e o início de uma nova fase. Uma história que começou com um sangramento inesperado, passou pelo diagnóstico, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento médico e terminou, cinco anos depois, com uma notícia que ela define como uma bênção. “Hoje eu só tenho a agradecer. Deus me deu essa vitória e colocou o Hospital do Bem no meu caminho. Eu estou curada e muito feliz e grata a todos que contribuíram com essa história com final feliz”, disse.
Assessoria
