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Engenheira florestal dá dicas sobre as árvores mais adequadas de se plantar em Patos

Juazeiro (imagem ilustrativa)
Professora Carminha Learth

Depois que o portal Folha Patoense publicou uma matéria em que a professora da Universidade Federal de Campina Grande, Carminha Learth, engenheira florestal com mestrado e doutorado em Ciências Florestais, e que desenvolve um trabalho sobre a caatinga, afirmando que o nim causa desequilíbrio ambiental, leitores quiseram saber que tipo de árvores nativas são indicadas para o plantio em Patos e região. Carminha mencionou alguns tipos de árvores nativas, como o pau-branco, a catingueira, o jucá, o trapiá etc.

Árvores, a exemplo da barriguda e do mulungu, são ideais para arborização de praças. “O mulungu pra plantar em praças com a floração vermelha, é incrivelmente linda”, diz Carminha. Já árvores, como a catingueira e o jucá ficam pouquíssimo tempo sem folhas e também dão ar de beleza.

Carminha também menciona as árvores que não perdem folhas, como a ingazeira: “A ingazeira não perde as folhas e é maravilhosa, mas tem que ter um espaço bom pra poder ser plantada”. Outra árvore que não perde folha é o trapiá, uma árvore de mata ciliar em Campina Grande: “Já vi em alguns locais o trapiá na arborização da cidade. É linda”.

Outra alternativa viável para Patos é o pau-branco: “Só tem nas caatingas do Ceará, entrando um pouquinho na Paraíba. Inclusive aqui em Patos tem duas mudas minhas plantadas no Canal do Frango e também na minha residência.”, comenta Carminha. O juazeiro também é outra opção: “Se você ver a sombra proporcionada por um juazeiro na arborização é uma coisa fantástica, só que demora muito mais tempo pra crescer”, fala.

Carminha afirma que ninguém vai achar uma espécie de árvore que ofereça sombra tão rápida quanto o nim. Segundo ela, Patos não tem a cultura de plantar árvores nativas e que essa tentativa de mudança de mentalidade  está se iniciando agora. Os ipês são bons exemplos disso: “Você ver que aos poucos a população começa a plantar mais ipês, ou seja, é um percurso lento, mas os primeiros passos já foram dados”, disse ela.

 

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Folha Patoense – folhapatoense@gmail.com

 

 

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